Quando as calculadoras entraram nas salas de aula, houve quem temesse que nenhum aluno voltasse a saber fazer uma conta de cabeça. Como professor de Matemática, posso garantir que as contas sobreviveram. Mudou, isso sim, aquilo que passámos a pedir aos alunos: menos tempo a calcular, mais tempo a perceber o que se está a calcular e porquê.
Com a tecnologia de hoje, a pergunta repete-se, agora mais depressa e com mais ruído. Tablets, plataformas, inteligência artificial: tudo chega à escola ao mesmo tempo, e é natural que pais e professores se perguntem se estamos a ganhar ou a perder.
As oportunidades são reais. Um aluno pode hoje aceder a recursos que há poucos anos estavam fora do alcance de qualquer escola, rever uma matéria ao seu ritmo, criar um vídeo, um trabalho de investigação ou uma apresentação em vez de se limitar a copiar um resumo. Um professor pode acompanhar melhor quem precisa de mais apoio e desafiar quem precisa de ir mais longe. Bem usada, a tecnologia aproxima o ensino de cada aluno.
Os desafios são igualmente reais. A atenção tornou-se um bem escasso, disputado por notificações que não foram desenhadas para ajudar ninguém a estudar. A facilidade de obter uma resposta pode dispensar o esforço de a procurar, e é nesse esforço que muitas vezes se aprende. E a organização do estudo, que sempre exigiu treino, exige-o ainda mais quando tudo está a um toque de distância.
Por isso, a questão que nos ocupa não é usar mais tecnologia, é usá-la melhor. A inovação só faz sentido quando melhora verdadeiramente a aprendizagem. Isso implica ensinar os alunos a escolher a ferramenta certa para cada tarefa, a desconfiar da primeira resposta, a verificar, a assumir a autoria do que produzem. No desporto, o melhor equipamento nunca substituiu o treino; na escola, o melhor ecrã também não substitui o pensamento, nem o professor que o provoca.
A escola e a família não competem; completam-se. Deixo uma sugestão para esta semana: perguntem aos vossos filhos que ferramentas digitais usam para estudar, para quê e como confirmam se aquilo que encontram está certo. É uma conversa simples, que lhes mostra que o que pensam conta mais do que aquilo que copiam.
Porque acreditamos que educar é preparar para a vida. Contem connosco.
Fernando Fidalgo · Diretor Pedagógico Geral
A palavra música vem do grego mousiké, a arte das Musas. Emoção vem do latim emovere, que quer dizer, à letra, «pôr em movimento», «mover para fora». Juntemos as duas e talvez tenhamos a melhor definição de música que conheço: uma arte que nos põe em movimento por dentro. Não é por acaso que dizemos que uma canção nos comove.
Qualquer pai ou mãe já o viu acontecer. Um bebé que chora e acalma ao ouvir uma canção de embalar, sempre a mesma, cantada pela mesma voz. Uma criança de quatro anos que não consegue explicar porque está triste, mas escolhe, sem hesitar, a música mais lenta da lista. Um grupo de alunos que entra na sala agitado e sai, dez minutos e um refrão depois, a rir. O que se passou ali? Ninguém deu uma ordem, ninguém fez um discurso. Houve música.
As crianças sentem muito antes de saberem nomear o que sentem. A música dá-lhes um lugar onde pôr essas emoções: a alegria cabe num ritmo rápido, a saudade numa melodia lenta, a zanga num tambor tocado com mais força do que o necessário. E quando cantamos com elas, estamos a dizer-lhes, sem palavras, que aquilo que sentem pode ser partilhado.
Há ainda outra coisa, menos óbvia. Cantar em grupo obriga a ouvir os outros, a esperar a nossa vez, a acertar o passo. Quem já tentou cantar em coro com alguém desafinado sabe que é um excelente exercício de paciência. Na escola, a música ensina a respirar em conjunto, e isso vale muito para lá da aula de música.
A 1 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Música. Deixo uma sugestão simples: esta semana, em casa, perguntem aos vossos filhos que música ouviriam se estivessem contentes, e qual escolheriam num dia mais cinzento. É uma forma diferente de conversar sobre emoções, e é possível que aprendam tanto sobre eles como sobre a música de que gostam.
Não precisamos de ser músicos para educar com música. Basta cantar, mesmo desafinados. As crianças não nos pedem perfeição; pedem-nos presença, e de preferência com ritmo.
Naveguemos, então, ao som de outubro.
Inês Villas-Boas Martins · Diretora Pedagógica, Oceanus International School
A 1 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Música. Cantar, ouvir e fazer música em conjunto é uma forma simples de estar juntos e, ao mesmo tempo, apoia o desenvolvimento da linguagem, da memória e da atenção. O Gabinete Psicopedagógico partilha consigo algumas sugestões para trazer mais música para o dia a dia da família.
Cante para o seu filho nos momentos de rotina, como o banho, a muda da fralda ou a hora de dormir. Não é preciso afinação: a voz de quem cuida é o som que mais o acalma e ajuda-o a familiarizar-se com os sons da língua.
Construam instrumentos com materiais de casa, como um frasco com arroz ou uma caixa com elásticos, e acompanhem canções com palmas e ritmos. Rimas e lengalengas são excelentes aliadas da linguagem e da memória.
Criem uma lista de músicas da família: cada um escolhe uma canção e explica porque gosta dela. Se o seu filho aprende um instrumento, valorize o esforço e a persistência nos treinos, mais do que a perfeição.
Desejamos a toda a comunidade escolar uma semana com mais música e mais momentos partilhados.
Semana de 28 de setembro a 2 de outubro de 2026
| 2.ª feira | 3.ª feira | 4.ª feira | 5.ª feira | 6.ª feira | |
|---|---|---|---|---|---|
| Reforço da manhã | Fruta | Fruta | Fruta | Fruta | Fruta |
| Sopa | Creme de legumes | Creme de abóbora | Sopa de espinafres | Creme de brócolos | Sopa juliana de legumes |
| Prato — 1 ano | Ovo mexido com arroz de cenoura, ervilhas, feijão verde | Peixe vermelho com batata e brócolos | Massa com peru, curgete, tomate | Perca com arroz, salada de alface e pepino | Massa com frango, salada de cenoura e tomate |
| Prato — 2 anos | Ovo mexido com arroz de cenoura, ervilhas, feijão verde | Peixe vermelho com batata e brócolos | Massa com peru, curgete, tomate | Filetes de perca dourados com arroz de açafrão e salada de alface e pepino | Bife de frango com massa, salada de cenoura e tomate |
| Sobremesa | Fruta | Fruta | Fruta | Fruta | Fruta |
| Lanche — 1 ano | Papa de arroz e banana | Pão de mistura com queijo fatiado e fruta | Iogurte natural com aveia e maçã | Pão de mistura com queijo fresco e fruta | Iogurte natural e pão integral com manteiga de amendoim¹ |
| Lanche — 2 anos | Pão de água com compota¹ e leite simples | Pão de mistura com queijo fatiado e fruta | Iogurte natural com aveia e maçã | Pão de mistura com queijo creme e leite simples | Iogurte natural e pão integral com manteiga de amendoim¹ |
| 2.ª feira | 3.ª feira | 4.ª feira | 5.ª feira | 6.ª feira | |
|---|---|---|---|---|---|
| Reforço da manhã — pré-escolar | Fruta e tortitas de arroz | Fruta e pão | Pepino e pão | Fruta e tostas | Fruta e pão |
| Reforço da manhã — 1.º ciclo | Fruta e tortitas de arroz | Fruta e pão | Leite e pão | Fruta e tostas | Leite e pão |
| Sopa | Creme de legumes | Creme de abóbora | Sopa de espinafres | Creme de brócolos | Sopa juliana de legumes |
| Prato geral | Ovo mexido com arroz de cenoura, ervilhas, feijão verde e milho | Peixe vermelho com batata e brócolos | Massa com peru, curgete, tomate e cogumelos | Filetes de perca dourados com arroz de açafrão e salada de alface e pepino | Bife de frango com massa, buffet de saladas |
| Prato vegetariano | Estufado de ervilhas com arroz de cenoura, milho e feijão verde | Salada de feijão branco, brócolos, batata | Massa com grão de bico, curgete, tomate e cogumelos | Filetes de tofu dourados com arroz de açafrão, salada de alface e pepino | Massa com feijão vermelho, couve coração, buffet de saladas |
| Sobremesa | Fruta | Fruta | Fruta | Fruta | Fruta |
| Lanche | Pão de água com compota¹ e leite simples | Pão de mistura com queijo fatiado e sumo 100% fruta | Iogurte sólido com fruta e cereais/aveia | Pão de mistura com queijo creme e leite simples | Pão integral com manteiga e iogurte líquido |
Nota: ¹ Manteiga de amendoim / compota — alergénio.
Existe a opção de dieta quando solicitada no próprio dia até às 10h00. Para mais informação sobre alergénios, contacte a nossa equipa.
A ementa pode sofrer alterações por motivos imprevistos.
Mariana Bessa · Nutricionista I 1220N
Porque educar é um caminho partilhado, esta newsletter traz-lhe as notícias, as conquistas e o que vem a seguir, semana após semana.